Anos, meses, dias, horas. Coisas acontecem lentas e nem tão notáveis, assim se dão as mais importantes, penso eu. Trabalhar, estudar, afazeres, cotidiano. Eu que submergia em reminiscências, agora me ocupo com vida, tenho urgência em viver, preciso. Entretanto, numa fração de segundo, percebo uma certa ausência, imediatamente detecto esse algo, algo que era meu, mas não sei bem explicar se um dia me pertenceu, ele era todo feito de imensidão e intensidade, acho que hoje tornou-se ínfimo e, por isso, não me cabe mais. Dói, dói porque cada sensação minha traz sua porcentagem de dor. Dói porque era uma sorte, uma travessura, uma roda gigante, um jogo inocente apenas para perdedores, dói pois era uma sorte, e só uma sorte.
Good luck!
Good luck!
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